Feira do IX CBA oferece alimentos mais saudáveis e sem agrotóxicos

Agricultura familiar paraense tem grande participação no CBA
(Fotos: Ronaldo Rosa)
Alimentos saudáveis, artesanatos, roupas e muitos produtos agroecológicos e sustentáveis estão entre os produtos presentes na Feira de Sabores e Saberes, promovida pelo IX Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), que começou nesta segunda-feira, 28, em Belém.

A ideia da feira é trazer a diversidade dos povos e culturas produtos que o Brasil tem, tendo como prioridade a presença da agricultura familiar da Amazônia
e os produtos feitos na região, mas também dar visibilidade as pessoas que trabalham com agroecologia, como explicou Amanda Paiva, da comissão organizadora da feira. E foi a esse espaço que mais chamou a atenção de Liliane da Silva, estudante de Agronomia no IFPA, que veio de Castanhal para
participar do evento. “Gostei da diversidade da feira e vim com o intuito de aprender mais sobre sustentabilidade, um assunto muito destacado atualmente e importante para a sociedade”, opinou a estudante.


A feira é aberta à população, com entrada franca, e funcionará até quinta-feira, das 8 das 20 horas.
Noel Bastos trouxe sua produção à feira
Noel Bastos é um dos expositores da feria e trocou a vida de funcionário público pelo contato com a terra. Hoje ele alia a experiência de agricultor com a comercialização de forma colaborativa por meio do Grupo para o Consumo Agroecológico, que leva produtos de diversos agricultores para entrega direta aos consumidores de Belém. 

Já Socorro Santos trouxe para a Feira os “filtros de sonhos”, nos quais toda matéria-prima é retirada da quinta da casa dela, na ilha de Cotijuba, em Belém. Para confeccioná-los a artesã usa penas de galos e galinhas, além de sementes de tucumã, açaí e coquinho. As produções são diferentes, mas ambos os produtores aderiram a agroecologia com o intuito de promover um mundo mais sustentável e saudável.
Ao lado da feira se encontra a Ciranda, um cantinho especial do CBA. O local é dedicado às crianças e proporciona a participação das mulheres nas atividades do evento, que historicamente não têm espaço nos ambientes públicos para deixarem os filhos em segurança. Os arte-educadores trabalham com as crianças as temáticas abordadas no CBA, mas de forma lúdica e pedagógica.


Vanessa Van Rooijen - estudante de jornalismo da Universidade da Amazônia (Unama)