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“Eucalipto transgênico vai sugar água até que ela acabe”

Para Leonardo Melgarejo, engenheiro agrônomo e ex-membro da CTNBio, aprovação de nova modalidade irá resultar em um grande consumo de água e impactos ambientais ainda não medidos

08/04/2015

Por José Coutinho Júnior,

De São Paulo (SP)

A votação sobre a liberação do plantio do eucalipto transgênico acontece nesta quinta-feira (9) na Coordenação-Geral da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Adiada em março por conta de protestos das mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a aprovação do eucalipto preocupa especialistas, que consideram a modalidade um risco ao meio ambiente e a produtores.

Leonardo Melgarejo, engenheiro agrônomo que já foi membro da CTNBio, afirma que “em cinco anos o eucalipto geneticamente modificado retiraria do solo o mesmo volume de água e nutrientes que o eucalipto tradicional levaria sete anos para incorporar.Uma lavoura sedenta será substituída, após cinco anos, por outra lavoura sedenta”.

Abaixo, confira a entrevista de Melgarejo à Agência Brasil de Fato, sobre o eucalipto transgênico e o papel da CTNBio na sociedade:

Relato de reunião da ABA com o Ministério Público do Pará

Por William Santos de Assis (coordenador do IX CBA) e Leonardo Melgarejo (Coordenador do GT Agrotoxicos e Transgênicos).

Em 12 de março a Diretoria da ABA (representada pela Regional Norte e pelo GT de Agrotóxicos e Transgênicos) reuniu-se com a Dra Fábia de Melo-Fournier (promotora que coordena o Centro de Apoio Operacional Cível do Ministério Público no Estado do Pará, e também participa do Fórum Nacional) e seus principais assessores. O tema circulou em torno de atividades do Fórum Paraense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e de seu envolvimento com o IX CBA, que acontecerá em Belém, dias 27- 9 a 01-10-2015.

Instalado em Belém fórum estadual de combate aos impactos causados pelos agrotóxicos

A ABA - Agroecologia esteve representada no lançamento do Fórum paraense de combate aos agrotóxicos pelo Henderson Nobre, docente da Universidade Federal Rural da Amazônia, UFRA.